Empresas têm dificuldade para inovar, diz gestor de fundo
Fórum reúne empreendedores, executivos e especialistas ligados à inovação para debater tendências em economia, política, tecnologia e sociedade

21/03/2018

 

O biólogo Fernando Reinach, sócio e gestor do fundo Pitanga, disse que as empresas tradicionais têm muita dificuldade para perceber a inovação radical. Citando o teórico da inovação Joseph Schumpeter, ele dividiu a inovação em dois tipos: a incremental e a radical.

 

A inovação incremental, segundo ele, é a que faz as empresas criarem novos produtos e serviços. Já a radical é aquela responsável pela destruição de produtos, serviços e modelos de negócios.

 

“A inovação é essencial para o progresso das empresas, mas também é a maior ameaça à sobrevivência das empresas”, afirmou Reinach. “A inovação pode ser a grande oportunidade, mas também a maior ameaça às empresas.”

 

Reinach diz que a maior dificuldade que as grandes empresas já estabelecidas têm é lidar e reagir às inovações radicais.

 

“Comos os CEOS e administradores das empresas lucrativas vão lidar com isso? A história mostra que tentar fazer inovação radical dentro das grandes não existe. Teria que mudar todo o modelo de negócio e criar outro. Na prática, as empresas não conseguem e são destruídas”, disse o gestor do fundo Pitanga.

 

Como exemplo, ele citou como executivos de empresas reagiram a inovações de suas épocas, como o telefone e o iPhone.

 

Reinach participa nesta terça-feira do fórum A Revolução do Novo, promovido por VEJA e EXAME, em parceria com a Coca-Cola Brasil.

 

Este conteúdo foi originalmente publicado no site da Veja.

 

 



Fonte: A notícia foi copiada na íntegra da Fonte: EXAME.COM no Link:http://exame.abril.com.br/negocios/empresas-tem-dificuldade-para-inovar-diz-gestor-de-fundo/